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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Um Girassol da cor de seu Cabelo - Lo Borges (Ao Vivo)

Em homenagem aos meus lindos filhos Raiara e Ícaro!!!

Operações deflagradas desde 2004 no AP serão fiscalizadas pela OAB


Posse da Comissão de Combate à Corrupção ocorreu nesta terça-feira (27). Advogados vão cobrar celeridade no julgamento de crimes de corrupção.
A Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Amapá (OAB-AP) empossou na noite desta terça-feira (27) os membros da Comissão de Combate à Corrupção, criada através de portaria datada de 6 de maio de 2013. A cerimônia ocorreu na sede da Ordem em Macapá. "A OAB precisa estar inserida nas discussões de interesse da sociedade. E nada mais plausível do que criarmos uma comissão específica para acompanhar o andamento dos crimes de corrupção praticados contra a administração pública que até hoje estão sem respostas", justificou o presidente da OAB-AP, advogado Paulo Campelo, que demorou a empossar os membros por conta de entraves internos na instituição relacionados à eleição para a presidência da Ordem, segundo justificou. A primeira medida a ser adotada pela Comissão de Combate à Corrupção será atuar junto ao Poder Judiciário para saber como andam as investigações de operações deflagradas desde 2004, para apurar diversos crimes de peculato, desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, entre outros, segundo informou o presidente da comissão, advogado Washington Picanço, que também é vereador pelo PSB na capital. saiba mais TJ do Amapá julgou 571 processos de crimes de corrupção em 2012 200 mil celulares do AP receberão mensagens de combate à corrupção "Vamos focar o nosso trabalho à luz da Meta 18, do Conselho Nacional de Justiça, a qual estabeleceu que até 31 de julho de 2013, sejam julgadas todas as operações e processos de corrupção instaurados até o ano de 2010. Atuaremos junto aos órgãos competentes para cobrar celeridade para que os envolvidos sejam punidos na forma da lei", adiantou Picanço. Entre as operações deflagradas no Amapá, que até hoje não apresentaram resultados e que a OAB-AP vai em busca de respostas, estão as operações Pororoca (2004), Sanguessuga (2006), Toque de Midas (2008), Mãos Limpas (2010) e Eclésia (2012). Paralelo a esse trabalho de acompanhamento dos processos judiciais, a comissão também ficará à disposição da sociedade para receber qualquer denúncia relacionada à corrupção na administração pública amapaense, conforme afirmou Picanço.
Iane Almeida, diretora da UNE Amapá, disse que sentiu falta da OAB nas últimas manifestações (Foto: Maiara Pires/G1)Iane Almeida, diretora da UNE Amapá, disse que sentiu falta da OAB nas últimas manifestações (Foto: Maiara Pires/G1) Presente na cerimônia de posse ocorrida na sede da OAB-AP, a diretora da União Nacional dos Estudantes - Amapá (UNE-AP), Iane Almeida, disse que estava na hora de a Ordem dos Advogados se posicionar quanto aos anseios da sociedade. Ela disse ter sentido falta da presença da instituição nos últimos movimentos sociais que também pediam o fim da corrupção. "Esperamos que, de fato [a OAB], atue em beneficio do povo e contribua para colocar todo o servidor ou político corrupto na cadeia", cobrou. Para o procurador de Justiça, Márcio Augusto Alves, que representou o Ministério Público do Amapá no evento, "se a Ordem e o MP atuarem juntos no combate à corrupção, a sociedade vai se sentir mais protegida". Compõem a nova comissão o vice-presidente Denis Chaves Alves e os membros Kelly Anne Araújo Silva, Paulo Cesar Menezes, Marco Antônio de Oliveira da Costa, Nathália Cristina Banha e Luana Ferreira da Costa.

Direção do PCdoB lança teses para debates do 13º Congresso - Portal Vermelho

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Programa Mais Médicos será discutido em comissão geral da Câmara  - Portal Vermelho

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sábado, 8 de junho de 2013

Artigo| Em defesa da vida de nossas mulheres

Artigo| Em defesa da vida de nossas mulheres A Lei Maria da Penha é uma legislação fundamental, mas ainda é insuficiente na proteção das vítimas MANUELA D'ÁVILA* A história de seis gaúchas mortas violentamente nos últimos dias mostra mais uma vez o quanto o Brasil ainda precisa avançar no combate à violência contra mulheres. Essas tragédias recentes que chocaram o Rio Grande do Sul se repetem em todos os cantos do país e são cada vez mais frequentes. Entre 1980 e 2010, houve um aumento de 230% no número de mulheres assassinadas no país, passando de 1.353 para 4.465 casos, ou seja, mais que triplicou o quantitativo de mortes. Os dados são do Mapa da Violência 2012 _ Homicídios de Mulheres no Brasil, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e Flacso Brasil. O mesmo estudo aponta o Brasil em sétima posição na lista de 84 países mais violentos em 2009. A Lei Maria da Penha é uma legislação fundamental por ajudar a evitar novos crimes, mas ainda é insuficiente na proteção das vítimas. No primeiro ano de vigência da lei, em 2007, houve um leve decréscimo nas taxas de assassinatos de mulheres. Os números, porém, voltaram imediatamente a crescer até 2010, último dado atualmente disponível, igualando o máximo patamar já registrado no país: 1996. E elas continuam morrendo em casa. Na faixa etária entre 20 e 69 anos, 65% dos agressores são os parceiros ou ex (Mapa da Violência 2012). Mudar uma cultura machista arraigada há séculos é um processo complexo, exigindo ações contínuas dos governos e da sociedade. Em 2003, foi dado um passo importante com a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Rousseff está empenhada em enfrentar a questão. Em março deste ano, por exemplo, ela anunciou R$ 265 milhões para criar a Casa da Mulher Brasileira, uma em cada Estado da federação, que concentrará todos os serviços de apoio às vítimas de violência. Como líder do PC do B na Câmara dos Deputados em 2013, o esforço é pela defesa de legislações que protejam as mulheres e, ao mesmo tempo, reduzam as desigualdades ainda remanescentes na sociedade. Um exemplo é o PL 3.888/12 cujo objetivo é evitar que alterações no Código de Processo Penal abrandem o tratamento dado a quem pratica crime de violência contra a mulher, e deixar expressa na Lei Maria da Penha essa proibição. A proposta aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Já o PL 371/2011 prevê a punição e fiscalização da desigualdade salarial entre homens e mulheres. A queda nas estatísticas de mortes de mulheres, portanto, deve ser um objetivo coletivo. A realidade só será melhorada quando for forjada uma nova cultura que começa a ser construída por cada cidadão em seu cotidiano e passa pelo engajamento contínuo de todos os governos e instituições. *Deputada federal, líder do PC do B na Câmara dos Deputados